segunda-feira, maio 29, 2006

Linguagem do coração

Disseste não à linguagem do coração,
transformaste a adrenalina dos batimentos
em sensações marginais
subjugaste a emoção dos sentimentos
Renegaste a cumplicidade, a magia
do cio, a natureza do instinto
revelada nas areias enfunadas ao vento.
No escuro das tuas alamedas
foste cérebro, cérebro, cérebro!
enclausuraste em teus labirintos
o frescor da hortelã
o perfume da chuva miúda
o sabor dos frutos maduros
colhidos pela manhã
Não percebeste o vôo da suinara
nem o balido da ovelha
que em ti habita e definha
a espera de liberdade
Não viste nas noites enluaradas
estrelas cadentes- presságio de felicidade
nem sentiste o orvalho
gotejar vida em tua epiderme
Não ouviste no verão
a sinfonia única das cigarras,
tampouco o silêncio dos sabiás
anunciando a chegada do outono.
Racional, terias simplesmente
passado invernos e primaveras
sem a latência da paixão.
Mas o amor, este menino matreiro,
voa, feito pássaro fascina, faz reboliço.
às vezes fica, às vezes parte
p'ra encerrar do tempo outros temporais.
E a razão, Ah! a razão,
agora semeada pelo destino
não perde a sorte
posta em suas mãos

Um comentário:

Lufos disse...

Olá, vi seu perfil pelo blogger...

Gostei de seu blog, me lembra muito o meu quando comecei...Espero que tenhas sucesso... ´Só posta às segundas neh? Bjos e se der passe no meu