Teu Mundo
Você tem um mundo,
Que está sendo habitado,
Tudo que nele acontece,
Deve por ti deve ser administrado.
Por ser um mundo,
Tem continentes fronteiras,
Cantos e recantos.
Pessoas habitam teu mundo,
Nem sempre pessoas certas,
O clima do mundo depende de ti,
Os habitantes com seus diferentes gostos
As vezes de te causam desgostos.
Fica difícil controlar quem nele quer habitar.
O mundo é teu, mas nem sempre podes controlar o vento,
E evitar tempestades,
Por não poder adivinhar dos habitantes pensamentos,
Nem controlar sinceridade,
Ou prevenir toda a maldade,
Tampouco dificuldades, criadas por falsidades.
Não é fácil manter teu mundo feliz,
A felicidade no teu mundo é importante,
Mas tenha sempre em mente,
Só dá felicidade que tem,
E quanto mais habitantes felizes,
Mas fácil fica, felicidade produzir,
Os habitantes precisam gostar do mundo,
Para tratá-lo bem.
Faço-os sempre entender,
Para ter o mundo feliz,
E preciso que o mundo esteja feliz também.
quarta-feira, novembro 30, 2005
terça-feira, novembro 29, 2005
PROCURA
Há muito me procuras – cega busca
Passas por mim – não consegues me enxergar,
Olhas para grandes altitudes – estou na simplicidade,
Observa atentamente – vais me encontrar.
Estou no cheiro de orvalho matinal
Na úmida relva onde me sento a esperar,
Que os raios do novo dia – intensos,
Venha com seu calor meu corpo acariciar.
Estou no canto dos pássaros,
No mais melodioso – doce gorjear,
Estou na cor – no cheiro das flores,
Estou no perfume que inebria seu respirar.
Estou no céu de uma noite quente,
Estou em todas as estrelas – sou a luz
Estou no manto prata de um belo luar,
Estou nas pedras do caminho que te conduz.
Estou no sorriso da criança,
Na lágrima que declara a dor,
Estou no sopro de vento que te toca,
Estou em todos os gestos de amor.
Estou nos versos do poeta,
Estou nas notas da canção,
Sou a musa que inspira a paixão,
Sou os rompantes da tua emoção.
Estou no despertar de teu espírito,
Nos sonhos – na cálida madrugada,
Estou na sintonia de duas almas,
Estou aqui – estou acordada.
Procure-me – me encontre,
Ache-me – prenda-me a si,
Somente assim viveras em harmonia,
Sinta-me – estou dentro de ti.
larissa_filth
Há muito me procuras – cega busca
Passas por mim – não consegues me enxergar,
Olhas para grandes altitudes – estou na simplicidade,
Observa atentamente – vais me encontrar.
Estou no cheiro de orvalho matinal
Na úmida relva onde me sento a esperar,
Que os raios do novo dia – intensos,
Venha com seu calor meu corpo acariciar.
Estou no canto dos pássaros,
No mais melodioso – doce gorjear,
Estou na cor – no cheiro das flores,
Estou no perfume que inebria seu respirar.
Estou no céu de uma noite quente,
Estou em todas as estrelas – sou a luz
Estou no manto prata de um belo luar,
Estou nas pedras do caminho que te conduz.
Estou no sorriso da criança,
Na lágrima que declara a dor,
Estou no sopro de vento que te toca,
Estou em todos os gestos de amor.
Estou nos versos do poeta,
Estou nas notas da canção,
Sou a musa que inspira a paixão,
Sou os rompantes da tua emoção.
Estou no despertar de teu espírito,
Nos sonhos – na cálida madrugada,
Estou na sintonia de duas almas,
Estou aqui – estou acordada.
Procure-me – me encontre,
Ache-me – prenda-me a si,
Somente assim viveras em harmonia,
Sinta-me – estou dentro de ti.
larissa_filth
terça-feira, novembro 15, 2005
BEIJO ETERNO
Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue. Acalma-o com o teu beijo,
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!
Fora, repouse em paz
Dormida em calmo sono a calma natureza,
Ou se debata, das tormentas presa,
Beija inda mais!
E, enquanto o brando calor
Sinto em meu peito de teu seio,
Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,
Com o mesmo ardente amor!
De arrebol a arrebol,
Vão-se os dias sem conto! e as noites, como os dias,
Sem conto vão-se, cálidas ou frias!
Rutile o sol
Esplêndido e abrasador!
No alto as estrelas coruscantes,
Tauxiando os largos céus, brilhem como diamantes!
Brilhe aqui dentro o amor!
Suceda a treva à luz!
Vele a noite de crepe a curva do horizonte;
Em véus de opala a madrugada aponte
Nos céus azuis,
E Vênus, como uma flor,
Brilhe, a sorrir, do ocaso à porta,
Brilhe à porta do oriente! A treva e a luz - que importa?
Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue. Acalma-o com o teu beijo,
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!
Fora, repouse em paz
Dormida em calmo sono a calma natureza,
Ou se debata, das tormentas presa,
Beija inda mais!
E, enquanto o brando calor
Sinto em meu peito de teu seio,
Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,
Com o mesmo ardente amor!
De arrebol a arrebol,
Vão-se os dias sem conto! e as noites, como os dias,
Sem conto vão-se, cálidas ou frias!
Rutile o sol
Esplêndido e abrasador!
No alto as estrelas coruscantes,
Tauxiando os largos céus, brilhem como diamantes!
Brilhe aqui dentro o amor!
Suceda a treva à luz!
Vele a noite de crepe a curva do horizonte;
Em véus de opala a madrugada aponte
Nos céus azuis,
E Vênus, como uma flor,
Brilhe, a sorrir, do ocaso à porta,
Brilhe à porta do oriente! A treva e a luz - que importa?
sexta-feira, novembro 11, 2005
O Vampiro
Tu que, como uma punhalada,
Entraste em meu coração triste;
Tu que, forte como manada
De demônios, louca surgiste,
Para no espírito humilhado
Encontrar o leito e o ascendente;
- Infame a que eu estou atado
Tal como o forçado à corrente,
Como ao baralho o jogador,
Como à garrafa o borrachão,
Como os vermes a podridão,
- Maldita sejas, como for!
Implorei ao punhal veloz
Que me concedesse a alforria,
Disse após ao veneno atroz
Que me amparasse a covardia.
Ah! pobre! o veneno e o punhal
isseram-me de ar zombeteiro:
"Ninguém te livrará afinal
De teu maldito cativeiro.
Ah! imbecil - de teu retiro
Se te livrássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadáver de teu vampiro!"
Tu que, como uma punhalada,
Entraste em meu coração triste;
Tu que, forte como manada
De demônios, louca surgiste,
Para no espírito humilhado
Encontrar o leito e o ascendente;
- Infame a que eu estou atado
Tal como o forçado à corrente,
Como ao baralho o jogador,
Como à garrafa o borrachão,
Como os vermes a podridão,
- Maldita sejas, como for!
Implorei ao punhal veloz
Que me concedesse a alforria,
Disse após ao veneno atroz
Que me amparasse a covardia.
Ah! pobre! o veneno e o punhal
isseram-me de ar zombeteiro:
"Ninguém te livrará afinal
De teu maldito cativeiro.
Ah! imbecil - de teu retiro
Se te livrássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadáver de teu vampiro!"
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