quarta-feira, janeiro 04, 2006

Um amor
pode ser de vários tamanhos,
pode ter várias formas, vários pesos, várias medidas.
Pode ser profundo ou superficial, maduro ou infantil, longo ou curto,
pode passar como um tufão ou como uma brisa de verão,
pode ser sentido ao longe ou bem pertinho.
Um amor troca um beijo, um carinho, uma emoção, um afago, um perdão.
Um amor troca confidências, troca juras, troca feitiço,
troca dúvidas e experiências.
Um amor pode ser forte ou fraco,
distraído ou atento, pode vencer tormentas,
dissabores e oferecer alento.
Um amor pode sobreviver a distâncias e atravessá-las
num segundo através do pensamento.
Um amor é como um vício,
uma droga, desencadeado por uma paixão ardente.
Um amor produz sorrisos, momentos perfeitos,
produz sonhos e insônias,
produz palpitações, angústias, agonias e ilusões.
Um amor verdadeiro se perde no tempo, caminha pelo passado,
atua no presente, se encaminha para o futuro
e adormece na eternidade.
Um grande e verdadeiro amor ilustra noites enluaradas e dias ensolarados.
Um amor tem lembranças de lugares, de cheiros, de músicas e de sons.
Um amor tem sabores, às vezes doces, outras vezes amargos,
mas todos sempre bem saboreados.
Um amor pode iluminar a vida ou escurecer o coração.
Um amor pode ser real, virtual ou transcendental,
porém sempre será igual.
Um amor pode ser impossível, improvável, mas pleno no coração.
Pode ter testemunhas ou ser oculto e mesmo assim ser vivido intensamente.
Pode ser clandestino e anônimo, pode ter o nome de uma flor
e ainda assim ser um grande amor.
Um amor pode ser castigado pelas agruras da vida
e persistir inalterado e majestoso.
Um amor de verdade pode jamais se consumar
e ser forte como uma rocha, profundo como o fundo do mar.
Um amor pode ser arriscado, difícil, perigoso,
inadequado mas mesmo assim almejado e correspondido.
Um amor pode sobreviver a intrigas, invejas, calúnias e sair vencedor.
Um amor de verdade não vê idade, cor, religião, raça ou aparência,
não tem preconceitos, nem preceitos, não faz distinções.

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