terça-feira, outubro 25, 2005

Solidão

Escrevo minha própria história
E vivo à sua margem sozinho
Sou o único que me entende
E todas as vozes que ouço
São apenas ecos de meus desejos.
Impotente, enfrento minha solidão
E impotente lhe dou a face.
Desintegrado em milhões de pedaços
Me arrasto em milhões de direções
Eu não segurei a sua mão firme o suficiente
Escapei em falsos sonhos
Sentei-me em lugares ocupados
Busquei a glória de estar contigo
E encontrei a ridícula solidão

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